domingo, 15 de março de 2015

Bárbara



Sei que meu dia chegará, não sei se o auge ou será fim
O primeiro que vier será bem vindo
Se o auge é porque ainda tive tempo
De produzir, se o fim, foi por que
Já produzi o suficiente.
A vida me foi bárbara desde o começo
Formou sorrisos e lágrimas, que às vezes
Trocaram de posição. Mas foi Bárbara
Quem me levantou a moral dividindo comigo
O gosto pela literatura, pelos contos
Poemas e narrativas
Outros de meu sangue sequer prestaram atenção
Nem sabem que existem. Sequer se aproximam
Pois tem certeza que é contagiosa
O antagonismo do dos meus versos confundem
A mente dos incautos e atinge o coração
Então passo, livre, pela vida de cada um
Só para deixar a marca de que estive ali
Mas Bárbara passou por mim e
Deixou funda a marca de seu tempo.
E quando eu for para o auge ou para o fim
Se lembrará que fez parte da minha arte.

·         Maria de Jesus

·         Março/2015

Labirinto


Onde estamos hoje não temos rumo certo
Fechamo-nos num labirinto onde os corredores são estreitos e murados

E quantos mais andamos somos abraçados
Por passagens inóspitas
Sabemos que há uma saída
Porem esquecemos-nos de deixar os sinais
Para um retorno tranquilo
Mas enquanto avançamos procurando um rumo
Vamos limpando e plainando o solo

Para não nos machucarmos
Eu não queria estar aqui, mas fui colocado
Quando percebi só havia eu e você
Ouço vozes do lado de fora em incentivo
Quem sabe se elas não serão o meu norte
E eu consiga sair.
Deste labirinto.



Maria de Jesus
Mar/2015

quarta-feira, 4 de março de 2015

Ode ao meu amor





Vem amiga... de cá um abraço

Sei que não fui o seu melhor amigo

Mas você sempre foi minha melhor amiga.

Sei que palavras, são palavras

Que o vento leva. Nada mais.

Mas o que esta dentro do coração

Encravado na alma, fica grudado,

Ninguém tira.

Na verdade somos um pouco um do outro

Alma da alma

Se você chora, eu rio

Para equilibrar.

Não nos separamos e não vamos nos separar

Somos gêmeos siameses na arte da vida


Maria de Jesus
Mar/2015