Chove e tenho que atravessar a rua.
Que rua, vejo só água
Da enchente que se forma em correnteza.
Ergo as pernas da calça
Para não molhar
Pois às duras penas foi lavada e passada.
Mesmo assim molho os sapatos.
É tudo muito rápido.
As águas já atingem minhas canelas!
Tenho que erguer mais a calça.
Penso em minha mãe com seu tempo gasto
Para fazer vincos impecáveis.
Agora meus sapatos estão cheios d’água
Dessa água imunda da chuva.
Não posso molhar a calça, pela minha mãe.
Estou no meio da enxurrada
As águas estão mais altas
Não posso molhar minha calça.
Não tenho mais como subir.
Acho que vou tirá-la
Não posso deixar molhar.
Minha calça tão bem passada.
Chequei do outro lado com a calça nas mãos
Mas, Oh céu!
A calça está molhada pela chuva
E amassada por ter ficado debaixo dos braços
Desculpa-me, mãe?
Jose
Luiz Paiva
sexta-feira, 27 de julho de 2012
A Moça
( Para Mirian Fernanda)
Era ela
A moça que passava
E deixava inquietos os rapazes
Da rua, do trabalho, da escola.
Não percebia ou se percebia, não ligava.
Pois em seu coração
(ah! Esses corações femininos)
Havia um nome especial.
(que para mim não importa)
Ficávamos eu, e muitos outros
(rapaziada e até invejosas)
Olhando a moça
Que sumia no horizonte.
Bela, morena
Ou morena bela (indefinido)
E a cada dia ainda mais.
Às vezes um sorriso
Só para mim que sou seu amigo
Outras, uma lágrima
Essas coisas que a vida apronta.
E a moça?
Simples moça
Ou moça simples
Que a vida colocou atributos
Diferenciando de outras moças de sua idade.
Peço licença à Drummond
Mas para essa moça
Retiro a pedra
Quando ela passa.
O tempo passou
A moça não passou mais
Na mesma rua
Mas continua tão bela
Como outrora, ou até mais.
Jose Luiz Paiva
Era ela
A moça que passava
E deixava inquietos os rapazes
Da rua, do trabalho, da escola.
Não percebia ou se percebia, não ligava.
Pois em seu coração
(ah! Esses corações femininos)
Havia um nome especial.
(que para mim não importa)
Ficávamos eu, e muitos outros
(rapaziada e até invejosas)
Olhando a moça
Que sumia no horizonte.
Bela, morena
Ou morena bela (indefinido)
E a cada dia ainda mais.
Às vezes um sorriso
Só para mim que sou seu amigo
Outras, uma lágrima
Essas coisas que a vida apronta.
E a moça?
Simples moça
Ou moça simples
Que a vida colocou atributos
Diferenciando de outras moças de sua idade.
Peço licença à Drummond
Mas para essa moça
Retiro a pedra
Quando ela passa.
O tempo passou
A moça não passou mais
Na mesma rua
Mas continua tão bela
Como outrora, ou até mais.
Jose Luiz Paiva
Sempre assim
Sou eu que grito um grito de morte,
Quando a sorte não se confronta comigo.
Num simples impulso me viro do avesso
Enfrento a batalha do cotidiano.
Passo todas as noites pelo mesmo lugar
como um esquálido Zumbi, e nem percebo
que tudo muda a cada segundo,
Porque estou tão concentrado em conseguir aquilo
Que não mais preciso na hora de decidir
Sobre o meu destino insípido.
Momento raro que deixo escapar dentre os
Dedos grossos do trabalho, que me funde a cabeça.
Eu nunca decido nada, tudo acontece
E novamente me perco
Na densidade vã de meus pensamentos
Malucos.
Jose Luiz Paiva
Quando a sorte não se confronta comigo.
Num simples impulso me viro do avesso
Enfrento a batalha do cotidiano.
Passo todas as noites pelo mesmo lugar
como um esquálido Zumbi, e nem percebo
que tudo muda a cada segundo,
Porque estou tão concentrado em conseguir aquilo
Que não mais preciso na hora de decidir
Sobre o meu destino insípido.
Momento raro que deixo escapar dentre os
Dedos grossos do trabalho, que me funde a cabeça.
Eu nunca decido nada, tudo acontece
E novamente me perco
Na densidade vã de meus pensamentos
Malucos.
Jose Luiz Paiva
Invisivel.
Estou
Aqui, láAdiante
Voce me vê
Tão longe
Desfocado
A lente esta virada
Estou
Tão perto
A seus pés.
Jose Luiz Paiva
Salvamento
Salvo
Alguém
Me salva
Salvo conduto
Salvo o dia
Salvo a vida
Salvado
Salvação
Estou salvo
salvando
Jose Luiz Paiva
Alguém
Me salva
Salvo conduto
Salvo o dia
Salvo a vida
Salvado
Salvação
Estou salvo
salvando
Jose Luiz Paiva
ESPERANÇA
De vida.
Pouco importa as vozes de cada um
Que me tentam convencer a ficar.
Ao contrário,
Nada fiz até agora
Mas não vou deixar
De pegar a estrada e seguir
Em direção ao futuro que
Acho justo.
Os que quiserem me seguir
Que me sigam
Se não o fizerem
Esperem noticias minhas!
De qualquer jeito elas virão.
Mais cedo ou mais tarde.
Jose Luiz Paiva
Temporal
No começo era um filete que corria... Sob o ribombar
De um trombone desritmado... Depois, a água numa força descomunal,
Nos empurra, como empurra os carros, as casas... Fazendo
O desespero se aninhar nos corações despreparados para a tormenta.
Pessoas de todas as idades, raças, credos... Escalavam, pois não havia tempo de subir,
Para alcançar as partes mais altas... E ver embaixo tudo destruído.
Vidas levadas... Em todos os sentidos... pela morte, pelo desespero
Ao ver que tudo o que um dia foi conquistado pelo suor do trabalho...
Esvaiu-se em minutos. A bonança que vem a seguir... Encontra
Corações destruídos... Mas com esperança de reerguer o sentido
Da própria vida... Essa foi deixada, talvez para compensar,
Os estragos das águas que vieram por culpa de alguém...
E haverá sempre alguém para pagar... Talvez até pelo que não deva.
Jose Luiz Paiva
Me encontraram no desencanto.
Onde estão os príncipes encantados das meninas
Que povoavam seus sonhos infantis
Machucando corações adolescentes
E sumiam na nevoa do adulto?
Por que pergunto se sou homem!
Respondo que achei um coração que me aceitou
Mesmo tendo sonhado a vida toda
Com aquele cavaleiro com seu cavalo branco
E ter encontrado em mim a antítese
De tão nobre teor
Mas fui o único a lhe dar um grande amor.
Jose Luiz paiva
Que povoavam seus sonhos infantis
Machucando corações adolescentes
E sumiam na nevoa do adulto?
Por que pergunto se sou homem!
Respondo que achei um coração que me aceitou
Mesmo tendo sonhado a vida toda
Com aquele cavaleiro com seu cavalo branco
E ter encontrado em mim a antítese
De tão nobre teor
Mas fui o único a lhe dar um grande amor.
Jose Luiz paiva
Aboleimar.
Quando penso que estou ganhando
Vem a abelha mestra e transforma minha vida
Ficando tudo de pernas para o ar
Resultando em escombros e estragos
E aquela dor que me transforma em culpado
De tudo que aconteceu
Mesmo sabendo não ser essa a verdade absoluta.
Pouco a pouco limpo os entulhos
Aparando as arestas, limpando o terreno
Sob a nuvem que continua escura
Podendo desaguar a qualquer momento.
Estou querendo jogar tudo para o alto
Partir em busca do alento que aqui não tenho
Mas tenho medo que mesmo longe, essas águas turvas
Alcance-me. Anoitece!
Ao deitar na cama, as costas me são oferecidas e a um
Simples toque surge dores, como se fosse crônica
Daquelas que nunca saram.
Uma pequena cicatriz no meu coração se abre,
O sangue escorre em forte hemorragia - a morte em vida,
Vem chegando pouco a pouco.
Vamos esperar o amanhã... se é que virá.
Jose Luiz Paiva
Willian e kauã
São dois folgados a me atazanar a vida
Durante todo o dia
Mas eu gosto
Se eles não vêm, vou buscá-los.
Duas pestinhas a correrem
Para la e para cá me fazendo correr junto
Às vezes me derrubam
Para que me transforme em seu cavalo preferido
Onde os dois montam
Querendo ainda que caminhe
Troteie e até mesmo que pule, escoiceie
Dizendo que estão no rodeio
Dois garotos que pedem isso ou aquilo
Sem ao menos ter a noção
Do que posso ou não fazer.
Mas são meus netos
E alguém já disse que os avôs
São burros que o filho amansou
Pra os netos montarem
Jose Luiz Paiva
Assinar:
Postagens (Atom)