sexta-feira, 27 de julho de 2012

Aboleimar.




Quando penso que estou ganhando
 Vem a abelha mestra e transforma minha vida
 Ficando tudo de pernas para o ar
 Resultando em escombros e estragos
 E aquela  dor que me transforma em culpado
 De tudo que aconteceu
 Mesmo sabendo não ser essa a verdade absoluta.
 Pouco a pouco limpo os entulhos
 Aparando as arestas, limpando o terreno
 Sob a nuvem que continua escura
 Podendo desaguar a qualquer momento.
 Estou querendo jogar tudo para o alto
 Partir em busca do alento que aqui não tenho
 Mas tenho medo que mesmo longe, essas águas turvas
 Alcance-me. Anoitece!
 Ao deitar na cama, as costas me são oferecidas e a um
 Simples toque surge dores, como se fosse crônica
 Daquelas que nunca saram.
 Uma pequena cicatriz no meu coração se abre,
 O sangue escorre em forte hemorragia - a morte em vida,
 Vem chegando pouco a pouco.
 Vamos esperar o amanhã... se é que virá.
                                                                  Jose Luiz Paiva

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