Sei que meu dia chegará, não sei se o auge ou será fim
O primeiro que vier será bem vindo
Se o auge é porque ainda tive tempo
De produzir, se o fim, foi por que
Já produzi o suficiente.
A vida me foi bárbara desde o começo
Formou sorrisos e lágrimas, que às vezes
Trocaram de posição. Mas foi Bárbara
Quem me levantou a moral dividindo comigo
O gosto pela literatura, pelos contos
Poemas e narrativas
Outros de meu sangue sequer prestaram atenção
Nem sabem que existem. Sequer se aproximam
Pois tem certeza que é contagiosa
O antagonismo do dos meus versos confundem
A mente dos incautos e atinge o coração
Então passo, livre, pela vida de cada um
Só para deixar a marca de que estive ali
Mas Bárbara passou por mim e
Deixou funda a marca de seu tempo.
E quando eu for para o auge ou para o fim
Se lembrará que fez parte da minha arte.
·
Maria de Jesus
·
Março/2015
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