Quão distante me expulsas para longe de ti
Poderia eu buscar caminhos onde não estou acostumado
a pisar
Porem prefiro ficar e ver chegar minha hora
Que virá mais cedo ou mais tarde.
Acusas-me de coisas que não fiz e por isso me renega
o teu corpo
Embora eu demonstre ser ele o que quero e não outro.
Continuas a recusar-me. Dentro, triste alma em fase
de espera
Ressente o triste baque já sofrido e este, agora,
por definitivo.
Vens apunhalar-me com ferro quente a entrar na
carne, sem dó ou piedade.
Mas se disseres que é definitivo vou saindo para não
mais voltar.
Buscar flores no campo, na imensidão existente, arriscando-me
colher espinhos venenosos me condenando há um fim inesperado, sem retorno, sem
suplicio, sem remorso daquilo que poderia ser e não foi, por imposição
compulsiva unilateral
Sem dó, como cruz fincada na renascença.
Maria de Jesus / Nov 2015
Nenhum comentário:
Postar um comentário