E seu eu for ao teu encontro, quem cuidará de mim
Pois a cada aproximação, mais distante fico.
Ouço os estalados das rosas a se abrirem
Ao mesmo tempo em que a fumaça se expande
Nas palavras de seu jardineiro
Que luzirá um manto florido
Sem aspas, sem arestas, sem medo.
Eu, que sou o jardineiro volátil
Vindo daqui, de acolá, rio para todas as ervas,
Alamedas e bichos
aproveitadores.
Busco dar as rosas o seu jardineiro.
Quero que seus brotos possam crescer
Sem o empecilho de seu pólen ser levado
Para o alto, para o céu, para a vida!
Aí abandonarei a máscara que me esconde
Mas que me deixa a
margem
Da minha luta.
Maria de Jesus
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